sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

a fada dos dentes

A fada dos dentes

Aparecia quando se esperava, mas não se sabia bem se cumpriria - tudo dependia da nossa consciência. Portámo-nos bem? Merecemos?

O dente debaixo da almofada, o tentar não adormecer para ver se "ela" surgia, mas o sono, esse desmancha-prazeres, acabava por vencer e caíamos para o lado.

No dia seguinte, estava lá: uma moeda, um presente, algo apenas simbólico.

Afinal, sempre tínhamos crescido. Não eram promessas vãs dos nossos pais para comermos melhor a sopa ou a alface.

Devíamos todos guardar essa moedinha, como o Tio Patinhas fez com a "número um", mesmo que correndo o risco de haver uma Maga Patalógica que destila inveja (mas também charme).

Fica a memória da Fada dos Dentes ou, para os mais reservados, o "Ratinho dos Dentes".

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Notícias do ESCA - Nova Página WEB



A Equipa do ESCA convida-o(a) a conhecer a nova página: www.esca.pt




Visite o nosso espaço, percorra a nossa página e participe nas nossas iniciativas!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

de pernas para o ar...


Assim vai a política para a Infância...


Escultura: Edgar Viggeland

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

NOTÍCIAS do ESCA - Exposição de Pintura




Desde 1 de Janeiro de 2009 está exposta no ESCA a criação de Isabel Rocha Leite intitulada "Os Amigos da Cabeluda". A não perder! (2ª a 6ª feira das 9h às 21 h e sábados das 9h às 18 h).

Deixamo-vos uma breve nota biográfica da autora:

“Nasci em Lisboa, em 1965, e frequentei a António Arroio até ao 12º ano.
Sempre gostei muito de desenhar bonecada. Herdei este gene da minha mãe e trabalhar nisso sempre foi o meu objectivo.
Entrei para o Citex em 1984, completando o curso de Design de Moda em 1987. Na altura identificava-me mais com ilustração de Moda mas era uma área pouco explorada num curso dirigido essencialmente para a indústria textil. Foi a minha principal actividade durante cerca de 15/16 anos.
Finalmente comecei a trabalhar como ilustradora, em 1997, para a Terra do Nunca da Notícias Magazine e para o Museu do Vinho do Porto.
Pelo meio achei que devia aperfeiçoar a minha técnica de pintura e então tive aulas com o Mestre Albuquerque Mendes.
Recentemente colaborei para a Visão Junior. Lancei em 2006, juntamente com a Leonor Mexia, “A Caica da Avá Maria”. A 11 de Fevereiro deste ano vai ser lançado o livro, das Edições Trinta por uma Linha, “O Sonho do Elefante Tomé” de Amadeu Baptista, ilustrado por mim.
Começaram a surgir novas oportunidades de expor as minhas telas, a partir de 2003: Na Real Associação do Porto(2003); na Ordem dos Engenheiros do Porto (2004); no ESCA, em Lisboa (2005); no Clube de Golf de Ponte de Lima (2006); na Quasiloja (2007); na Mãos à Arte (2007); na Xico Escuro (2007); City Golf (2008); nA Araújo e Sobrinho (2008) e no Amadeu Correia (2008).
Neste momento trabalho na loja da Pão de Ló no Porto, que funciona basicamente como o meu Atelier. Lá, dou asas a minha imaginação e aproveito para partilhar com as crianças as minhas experiências com as telas e as tintas durante os ateliers que são organizados principalmente durante as férias.”
ISABEL ROCHA LEITE

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Pai


O meu pai era grandioso, justo, e de uma corpuratura imensa. Um dia, uma mulher definiu-o um gigante eurítmico. Era bonito e corajoso como o herói de um romance de aventuras e a sua coragem era uma coragem verdadeira, a coragem de quem vence o medo pelo sentido de justiça e deseja endireitar o que de torto encontra na vida. Mas era também forte por natureza, cada murro seu era um atestado de óbito. Vi-o lutar contra sete e sair sem uma beliscadura.
Comigo foi de uma docura maternal, um pai-mãe que, por vezes, me parecia também um pouco meu filho. Era louro e tinha os olhos verdes, da mesma cor do lago Trasimeno nos dias de ligeira neblina. Era diferente de qualquer outro homem porque conhecia a profunda tristeza sem motivo, os longos suspiros melancólicos, a imprecisão de saber-se lá que destino.
Nas noites de Verão, gostava de olhar para as estrelas e de ouvir cantar os grilos e de imitar para mim, quando eu era menina, o seu lamento. As poucas vezes que me respondeu fê-lo apenas com a força das suas palavras. Pegava-me ao colo ou então sentava-me em cima de uma mesa e falava comigo com um tom de voz forte e persuasivo. Dizia-me coisas sensatas, às vezes também furibundas, porque aquela era a sua maneira de viver a vida: a sensatez dos males extremos e dos extremos remédios. Recordo-me de sempre o ter entendido muito bem e de ter sempre feito bom uso dos seus conselhos. Entendíamo-nos porque tínhamos o mesmo latejar da carne interior, a consciência recíproca de em alguma outra vida anterior ele ter estado no meu ventre e eu no dele. Éramos amigos e entre nós não havia segredos porque gostávamos de falar das súbitas alterações de humor, daquilo que pode deixar-nos tristes e logo a seguir alegres, da grandeza das inúmeras vozes que sentíamos dentro da alma. E assim, dizia-me, Podemos desejar ao mesmo tempo a morte e o renascimento. E eu respondia-lhe que tinha razão, que era assim a vida. Gostava de lhe beijar os olhos porque tinha as pálpebras mórbidas e sempre um pouco quentes. Em contrapartida, ele gostava de me ensinar algum golpe de luta livre dizendo que poderia vir a ter necessidade disso, um dia em que ele não estivesse presente para me defender; ou então, de me falar de Homero, porque gostava muito daquele verso que diz: "Os deuses tramam e executam a perdição dos mortais a fim de que as gerações que nascem tenham alguma coisa para cantar." E quando estava em paz consigo mesmo e não queria castigar o mundo, repetia sempre outro verso do mesmo poeta: "Ulisses trazia em si de todos os mortais o coração."
Era diferente de todos os outros homens porque conhecia a grande alegria, a súbita revolta do sofrimento, o optimismo despropositado. E então, enchia-se, todo ele era um projecto de futuro e fazia o verso longo e agudo do vento dos campos. Dizia, Sou um pedaço de terra, puro fermento. E eu pensava, Oxalá te nasçam flores no peito o mais tarde possível, meu adorado.
Este, porém, era o meu pai, não os pais dos outros.


(Romana Petri- OS PAIS DOS OUTROS. Edição: Cavalo de Ferro, 2005. Fotografia de Carlos Morales-Mengotti)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dia de Reis

Segundo a tradição, neste Dia, em que se comemoram uma de duas coisas: ou a chegada dos reis Magos ao Presépio, ou o dia em que os Reis Magos foram santificados, as crianças antes de dormir deixariam sapatos à janela, com ervas, para que os camelos dos Reis Magos se pudessem alimentar e seguir a viagem. Em troca, os Reis deixariam doces que as crianças encontrariam ao acordar, no sapato onde estavam as ervas.

É engraçado como estas tradições se foram misturando: os sapatos para o Pai Natal, em alguns países (e com toda a lógica) é no Dia de Reis que se dão os presentes, as crianças e os doces ("gostosuras ou travessuras", do Halloween, ou o saco do Pão por Deus).

Ficam, como elementos comuns, a dádiva, a troca, a entre-ajuda, a simplicidade e as crianças (e, actualmente, com o exagero que caracteriza alguns sectores desta sociedade, a obesidade, a cárie dentária e a exigência de alguns "pequenos monstros").

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

FELIZ 2009!


A Equipa do ESCA deseja a todos Vós um excelente ano de 2009!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A Fonte Monumental


Tão próxima de nós, a vizinha Fonte Monumental, impropriamente chamada Luminosa (esta é a de Belém), jorra água e, ao princípio da noite, também luz (excelente iluminação, diga-se).


Totalmente remodelada há cerca de três anos, com pormenores lindíssimos, a Fonte devolve à Alameda muita da sua alma, a qual será inteira quando acabarem as obras do metro, na parte oeste. Só é pena um certo abandalhamento do relvado, em termos de alguma "jagunçada" que por ali se diverte e de cocós de cães avulsos (os cocós, não os cães, que têm donos que os passeiam e que assistem, impávidos e serenos, ao "fazer obra").

De qualquer forma, esta Alameda, que reune 4 (quatro!) Juntas de Freguesia: S.João, S. Joáo de Deus, São Jorge de Arroios e Alto do Pina (deve ser a única rua de Portugal com tanta freguesia junta ou junta de freguesia...) continua a ser um espaço verde, de lazer e comercial variado e interclassista.


Segundo uma das responsáveis pela obra, todo o mecanismo de "relojoaria" que regula a Fonte foi arranjado, e pretendia-se abrir, no local, alguns espaços comerciais, que ficarão dentro da construção (atrás da queda de água). A ideia era também transformar a Alameda em "sala de espectáculos" e de exposições, especialmente no Verão, bem como aproveitar os jardins por cima da Fonte e os espaços limítrofes. A existência de esplanadas e cafés não estava posta de parte.

O pior é que... nada se vê concretizado destas ideias, embora o ESCA já se tenha oferecido para colaborar na dinamização desta área.


Assim se comemorou o 22º aniversário da "Revolução Nacional"! Esperamos que o executivo camarário e as Juntas não se esqueçam que tão importante foi re-abrir a Fonte como será mantê-la... é que as eleições até são daqui a um ano!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

3ª Jornada de Hiperactividade do ESCA - Sucesso Formativo!

Foi com um debate vivo, que levou a novas reflexões, que decorreu a 3ª Jornada de Hiperactividade e Défice de Atenção do ESCA no passado sábado em Lisboa.

Com a presença de cerca de 250 participantes - professores, educadores, psicólogos, médicos, pais,...,que esgotaram o Auditório da Univ. Católica (Esc. Saúde de Lisboa), um painel de formadores de grande qualidade motivou o debate e novas perspectivas de intervenção.

Uma vez mais o ESCA fez a ligação da Saúde à Educação, retomando pontes de contacto e de interacção dos profissionais dessas diferentes áreas.

A todos os participantes, parabéns! A quem não pode participar por falta de vagas, novas formações irão decorrer num futuro a médio prazo.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

3ª Jornada de Hiperactividade do ESCA - O Rescaldo

Decorrida que foi mais uma Jornada, sobre este tema quente da actualidade, venho desafiar quem quiser ser desafiado para continuar a partilha no nosso blogue.
Tal como alguém questionava, há sempre necessidade de estratégias específicas para aplicar...
Tal como muitos se exaltaram, há que perceber como encontrar possibilidades nas novas leis...
Tenho encontrado algumas estratégias em conjunto com pais e colegas, sei de quem esteja a conseguir lidar menos mal com as novas circunstâncias na educação.
Assim proponho que, quer com estratégias práticas, quer legislativas, que pudessemos partilhar de uma forma construtiva as nossas "armas" para fazer frente a esta jornada comum.
Se quem tiver dúvidas práticas as colocar nos comentários e quem se achar no bom caminho para algumas respostas as escrever também, seguiremos com bom rumo.
Da minha parte tentarei estar atenta para ir respondendo, na medida em que me parecer ser possível ajudar.

domingo, 16 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nova Esperança


Deixo aqui, revendo-me nelas, as palavras de Miguel Sousa Tavares (Expresso, 01/11/2008):

"...Terça-feira que vem, o mundo pode começar a reencontrar o caminho da esperança, com a eleição de Obama como Presidente dos Estados Unidos. Não, ele não tem uma varinha mágica nem vai conseguir, por melhor que tente, tirar a América e o mundo deste atoleiro tão cedo. Mas representa outra gente, outra atitude, outra esperança. Seguramente que acredita numa economia menos iníqua, menos desonesta e menos entregue à lei da selva. E acredita na necessidade de uma América menos arrogante e menos egoísta. Cravará os pregos que forem necessários no caixão do liberalismo e, se tiver a lucidez suficiente para tal, trará a América de volta ao lugar da esperança que já foi seu e que perdeu com estes oito anos de pesadelo que foram os de George W. Bush."

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Elogio ao Amor


"...Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá tudo bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra.•
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar..."

Miguel Esteves Cardoso - Excerto de "Elogio ao Amor"

domingo, 12 de outubro de 2008

3ª Jornada de Hiperactividade do ESCA (Lisboa, 22 Nov 2008)

Hiperactividade

Défice de Atenção

Inclusão


3ª Jornada de Hiperactividade do ESCA

Lisboa 22 Novembro 2008-10-12

(inscrições on-line em www.esca.pt)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

SOS - para pais e jovens aflitos!

Esta fotografia é parte de uma entrevista do Professor Renato Paiva, do ESCA, à Revista "Saber Viver", que saíu há dias.

Parabéns!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

demagogia

A Ministra da Saúde disse hoje na AR que nunca tinha prescrito a vacina anti-pneumocócica, de seu nome comercial Prevenar®.
Ana Jorge foi presidente da ARS de Lisboa, e depois chefe de serviço do Hospital Garcia de Orta, desde a data em que a vacina foi introduzida no mercado (2001). Não fazia clínica privada nem consulta externa. Não deve, por isso, ter tido grandes oportunidades de receitar esta vacina...

Espero, contudo, que não carregue na consciência nenhuma morte evitável por meningite ou septicemia a pneumococos, causada por um dos sete serogrupos que formam 75% do leque que existe em Portugal. Nunca o saberá, daí a sua afirmação ser tão simples como quase leviana.

A Sociedade Portuguesa de Pediatria recomenda a vacina desde há largos anos, e os organismos internacionais e múltiplos países introduziram-na nos respectivos programas de vacinação. Portugal não. A vacinação com 4 doses custa 320€ aos pais. Podia custar apenas 80€ ao Estado. Ou apenas 180€ aos pais se fosse comparticipada. Se custasse um euro já estava no PNV - aposto. É isso que me choca. A prevenção de meningites e septicemias (e de mortes e de handicaps fica reservada aos ricos - será esta a política socialista?).

Desculpe, senhora Ministra: se tivesse um filho ou um neto com menos de dois anos, recomendaria a vacina? Apenas uma mera pergunta de quem anda há anos e anos a estudar o assunto... mas não me demita por escrever isto, como fez o seu antecessor, até porque ele já me perseguiu e demitiu... mesmo que ilegalmente, mas demitiu... Há seis anos... Por recomendar uma vacina que ele dizia ser "ineficaz para uma doença que não existia"... E passados apenas dois anos integrou-a com pompa e circunstância no Programa de Vacinação (a da meningite C).

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Nova Lei do Divórcio


Foi aprovada em Setembro 2008 na Assembleia da República a nova Lei do Divórcio, terminando a figura jurídica de “Divórcio Litigioso”. Termina também(na legislação....) também a noção de "culpa", para tristeza de muitos....!!

Espera-se, à “luz dos países mais desenvolvidos”, o incremento da Mediação Familiar, como forma de defender os reais interesses das crianças. Esta, é uma forma consensual e voluntária de resolução de conflitos, mediada por um profissional -o mediador- que com uma actuação imparcial e neutra trabalha, com o casal em causa, de forma a alcançar soluções mais adequadas a todos.

domingo, 28 de setembro de 2008

Medicamentos Substituem Psicoterapia - frases a reter


Sente-se deprimido, ansioso, dorme mal e não consegue trabalhar? Se for a um médico, o mais provável é que saia do consultório com várias receitas de antidepressivos e ansiolíticos, em vez de novas marcações para fazer psicoterapia . Esta é, pelo menos, a conclusão de um estudo publicado na “Archives of General Psichiatry”. O estudo foi feito nos Estados Unidos, mas traça um retrato fiel do que se passa hoje nos países ocidentais.

(Sofia Lobato Dias - Diário Económico)

A equipa de cientistas liderada pelo médico Ramin Mojtabai analisou os arquivos das consultas de psiquiatria entre 1996 e 2005 e concluiu que houve uma grande queda no número de médicos que fazem psicoterapia: apenas 29% de todas as consultas de psiquiatria incluíram sessões de psicoterapia, ao passo que em 1996 e 1997, 44% das consultas dos psiquiatras incluíam técnicas psicoterapêuticas.

In Diario Económico on-line de 11/08/2008


Mas há mais para explorar na edição impressa de hoje...


"Os psiquiatras hoje ganham mais se fizerem consultas de 15 minutos para a prescrição de medicamentos do que se fizerem uma consulta de 45 minutos de psicoterapia" Ramin Mojtabai em entrevista à Reuters.


"A maioria dos estudos mostra a superioridade dos medicamentos em vez da psicoterapia", diz o Presidente da Associação de Internos de Psiquiatria ao Diário Económico

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Poema de Teresa Rita Lopes


Desisto / de existir? / persisto / em resistir? // Visto que / existo / já agora / insisto

Teresa Rita Lopes, 1966

sábado, 20 de setembro de 2008


MITIN
MOSTRA DE TEATRO INFANTIL
20 a 23 de SETEMBRO 2008
NO INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS


É já a partir de amanhã dia 20 de SETEMBRO que Lisboa vai ficar mais colorida
A MITIN - Mostra Internacional de Teatro Infantil espera levar ao teatro 2500 crianças para assistirem a representação dos melhores grupos internacionais de teatro para criança. A Mostra termina dia 23 de Setembro e nela não vão faltar workshops de arte com profissionais ligados a infância, exposições e muitas outras atracções.

São 8 espectáculos, 2 workshops e 1 exposição

UM PROGRAMA PARA MIÚDOS E GRAÚDOS.
Mais informações, inscrições e reservas pelo mail teatro@fernandoterra.com
www.mitinteatro.blogspot.com

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

"Barracuda" Palin


Palin diz que a gravidez da filha adolescente "a obrigaria a crescer mais depressa do que o planeado", não escondendo o seu orgulho por a mesma ter "decidido assumir as responsabilidades da idade adulta".

Num país em que a gravidez na adolescência cresce significativamente, a política dos conservadores americanos tem-se baseado na promoção da abstinência sexual.

Enquanto governadora do Alasca, Sarah Palin opôs-se determinantemente a qualquer programa de educação sexual, de promoção de "sexo seguro" e de utilização de contaceptivos....

Foi você que pediu uma barracuda Palin ???

(Des)cangalheiros - procuram-se!


Procura-se (des)cangalheiros para resuscitar blogue!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Nova Exposição no ESCA


Convidamos todos os nossos leitores a visitarem a nova exposição no ESCA, "O Mundo de Joana". A autora, Joana Graça, salpica-nos de cores e emoções!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Woody Allen - "A Próxima Vida"


"Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba com um orgasmo! I rest my case."

By WOODY ALLEN

domingo, 24 de agosto de 2008

e assim continuamos...


Segundo os jornais, um homem de 33 anos tentou ontem à tarde, em Peniche, roubar um carro no interior do qual se encontravam duas crianças, de 8 e 13 anos, filhos da condutora. O assaltante ainda conseguiu ligar o motor e fazer marcha-atrás, mas foi impedido de seguir viagem por populares, que se aperceberam da situação e conseguiram retirá-lo do carro e imobilizá-lo até à chegada de um carro-patrulha da PSP.

O carro, um Renault Mégane Scénic, estava parado junto a um café, aonde a condutora se tinha dirigido por uns instantes.


Não sei que estupidez admirar mais: se a do assaltante, se a da mãe que deixa duas crianças dentro do carro com as portas abertas. Voltem, McCann, estão perdoados!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

cirurgião precoce

Un niño de 11 años ayuda a su padre a operar a una mujer chilena
La paciente denuncia al doctor por la participación activa de su hijo en la intervención.

El Pais


Sobredotado? Trabalho infantil? Brincadeiras de pai e filho?
NÃO tente realizar este truque em casa!!!

sábado, 2 de agosto de 2008

sem comentários

Tinha ido beber uns copos a Albufeira e os filhos – gémeos, de 11 anos –, que seguiam com ele no carro, aborreciam-no. Irritado, o pai encostou na berma da EN125, na rotunda de acesso à Fontes da Matosa, concelho de Silves, e abandonou-os, às 03h00de ontem.

in Correio da Manhã

terça-feira, 29 de julho de 2008

aviso à navegação

A experiência (kafkiana) da Mãe do Ricardo, faz sublinhar: NÃO viagem para a União Europeia SEM o Cartão Europeu de Seguro de Saúde.

Porque, como aconteceu a ela, o filho foi recusado num serviço público, apesar do BI português e foi parar a um particular, onde a abordagem (e os custos) foram... nem é preciso dizer mais nada.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Deonilde

Deonilde

Deonilde vive o dia a dia. Sobrevive dia a dia. Não sonha em cada dia….

- Já disse para te deitares! Amanhã levantas-te cedo. Depois é que são elas! Digo-te sempre o mesmo..!

O filho parece não acreditar no seu cansaço. Pelo ralhar contínuo ou porque não entende o seu desespero?

- Já tão tarde e ainda tanto para arrumar, maldito T1 que parece crescer…!

Na verdade só no que toca ao trabalho. De resto, todo ele parece, em versão mais feia, a arrecadação da casa que vê na novela antes de adormecer. Ah, hoje pelo menos vai vê-la, o marido, no turno da noite, não a irá incomodar com o seu hálito rançoso..!

Amanhã vai ao médico, uma vez mais um rol de queixas…se ao menos ele olhasse para ela, parece já duvidar das suas dores, por todo o lado e sem se verem!

Deonilde não sonha em cada dia…

- Sr. Dr., dói-me tudo, parece que cada vez estou pior…; foi o meu pai, depois a minha sogra, agora o meu marido. Na verdade nem posso falar mal dele, verdade seja dito nunca me bateu. Ai, Dr., mas o que faço com estas dores? E aquele miúdo, não sei a quem sai, ninguém lhe põe a mão. O pai nunca está, ou, então, ai de quem lhe interrompa o futebol mais a maldita cerveja…ai Dr., acordo mais cansada do que quando adormeço, dê-me qualquer coisa para as dores…ai. Dr., ai Dr……

Deonile sobrevive todos os dias…

Das nove às cinco à secretária, o trabalho é muito e pouco ganha. Quando está para sair há sempre tarefas inadiáveis. O patrão, de gravata em riste, é homem de poucas falas. Até hoje não lhe perdoa ter ficado de baixa aquando da morte do pai – tristeza não é doença, isso é mal para ricos..!, vociferava anafado e escarlate.

Deonilde está cansada todos os dias….

Em casa começa novo turno de trabalho. “Pica o ponto” às seis, quando vai buscar o filho à escola. – o teu pai bem podia por as cuecas no cesto, e tu, já tens idade para fazeres qualquer coisa!
Ao menos hoje pode ver a novela em paz, ele foi ver o futebol p’ró café, espera que venha já com ela a dormir….

Deonilde sobrevive(u) mais um dia!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Hoje estamos mais livres! Menos um carniceiro solto!



O dia hoje brilha mais! Foi preso Radovan Karadzic. Falta o seu "amigo" Ratko!!Para quem não se recorde, este senhor, debaixo do seu penteado e de "ar honesto", aceitou / deu ordem, para o Massacre de Srebrenica, no qual todos os homens e rapazes (entre outras atrocidades), foram separados, levados, mortos e enterrados em valas comuns. Para que não se esqueça!!!

Carta aos Avós


O ESCA está a ter mais profissionais/avôs. O último é o nosso pediatra, Mário Cordeiro (completamente "babado").
A Psicoterapeuta do ESCA, Eduarda Carvalho, recolheu este texto que dedica a todos os avós do ESCA (profissionais e utentes)

Definição de Avó

Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do
Cartaxo.Uma delícia!


"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos
outros.
As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores
bonitas nem as lagartas.
Nunca dizem "Despacha-te!". Normalmente são gordas, mas mesmo assim
conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.
As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam
de contar a mesma história várias vezes.
As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não
tiver Televisão".

terça-feira, 8 de julho de 2008

um caso exemplar, e muitas lições...

O que podemos dizer aos nossos filhos sobre o caso de Ingrid Betancourt? Além de tudo o que tem sido relatado, para lá do que a própria tem dito, o que pensarão as crianças disto tudo?

É difícil esconder dos mais novos que rebentou um homem-bomba no Iraque, ou que as medidas norte-americanas no Afeganistão apenas prolongam o sofrimento dos inocentes e potenciam o comércio da heroína. É difícil esconder que enquanto a União Europeia decide o tamanho da sardinha ou do croquete, pessoas de carne e osso ficam no desemprego e algumas delas passam fome ou terminam com a vida.

Mas há casos que, pelo seu mediatismo, se tornam exemplos, modelos, únicos, repetidos muitas vezes até á exaustão.
Ingrid Betancourt foi raptada no momento em que exercia um dos mais nobres direitos: a liberdade de se candidatar à presidência da república. E a liberdade (e a coragem) de denunciar prepotências, latrocíncios, corrupção e exercícios perversos do poder.

Imaginem, cá em Portugal, Cavaco, Soares ou Alegre serem raptados e estarem seis anos em parte incerta, temendo-se pela sua vida, e só poderem ver a liberdade depois de uma genial operação militar. Tentem pensar nisso. Provavelmente, para a maioria das crianças e dos jovens, não é concebível um cenário assim fora do ficcional ecrã televisivo.

O que mais espanta e será mais difícil de explicar, será a posição de algumas pessoas, designadamente do partido comunista português e dos seus membros. Não vou tecer aqui comentários políticos, mas não me coíbo de afirmar, claramente, que é bom os pais comentarem com os filhos o assunto. É bom dizerem que, no país em que vivemos, e em que tudo parece correr bem, pese embora algumas reclamações (de quem se pode dar ao luxo de pertencer aos dez por cento de cidadãos mais ricos e afluentes do mundo), há pessoas e pelo menos um partido com assento parlamentar que aprovam implicitamente raptos, tortura, e que “qualquer fim justifica os meios”, convidando para a sua casa (a sua Festa) elementos de bandos terroristas. Mesmo que depois digam representar a população na defesa dos seus interesses – até os raptar, se for caso disso!

Se Jerónimo de Sousa fosse raptado por uma milícia armada, o que diria o PCP? E os que nele estão inscritos? E os que nele votam? E os que o toleram?

As nossas crianças têm que aprender a viver com isso. Para saberem distinguir o trigo do joio. Para conhecerem a realidade que “os amanhãs que cantam” produziram nos países da órbita soviética: miséria, exploração, ausência de liberdade e repressão, para glória e abastança de membros do partido, tendo terminado em regimes proto-fascistas e governados pelas máfias.

A história de Ingrid Betancourt, no que reporta às crianças portuguesas, tem muito a aproveitar. Para que aprendam que há Bem e que há Mal, que há ética, que não serve dizer estar-se do lado do povo, quando se pensa estar acima dele. Que não se pode estar ao mesmo tempo dos dois lados da barricada…

truz, truz, está alguém aí?...

domingo, 6 de julho de 2008

Mulher Coragem!


(...) na última carta à mãe tinha dito:"Estou, mãezinha, cansada, cansada de sofrer. Fui, ou tentei ser, forte. Estes quase seis anos de cativeiro mostraram como não sou resistente, nem tão valente, nem tão inteligente, nem tão forte como pensava. Dei muita luta e tentei escapar em várias oportunidades, tentei manter a esperança como quem mantém a cabeça fora de água. Mas, mãezinha, dou-me por vencida [...]"
Na parte mais dramática da carta, em que dizia estar "cansada de sofrer", confessava que a morte lhe parecia "uma doce opção". Dormia sobre esteiras, debaixo de um mosquiteiro. Por ter tentado fugir várias vezes, sem nunca conseguir passar os três anéis de segurança que os serviços de informação militares conseguiram agora furar, passou noites acorrentada.
Era obrigada a longas caminhadas. Confessava-se "fisicamente mal", que perdera o apetite, que não comia. Era vigiada de demasiado perto por guerrilheiros quando se lavava. Um dia, por castigo de rebeldia, também lhe tiraram o papel e o lápis com que escrevia - só lhe deixaram a Bíblia, a que chamava o seu "luxo", que lia e relia.
"Mãezinha, dou-me por vencida!"(....)

Mas Ingrid Betancourt ali estava, a sorrir, aparentemente com saúde e abraçada aos filhos.(...)
"Sinto-me feliz por voltar a estar com os meus filhos depois de sete anos", disse a ex-cativa com a voz cheia de lágrimas, a olhar ora para Mélanie ora para Lorenzo. "São os meus filhos, o meu orgulho, a minha razão de viver, a minha Lua, as minhas estrelas. [...] Por eles continuei apostada em sair da selva, com a ilusão de voltar a vê-los." (....)

Público. 4 de Julho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

continuam a morrer como tordos!



A criança de dois anos que caiu a uma piscina sábado último faleceu esta quinta-feira no Hospital Central de Faro, onde estava internado nos Cuidados Intensivos Pediátricos em estado "muito reservado", informou fonte hospitalar.

"A criança, infelizmente, acabou por falecer hoje" foi o único comentário obtido do Hospital de Faro.

A criança caiu a uma piscina de moradia de familiares, no concelho de Lagos, foi retirado da água pelo próprio pai e transportado para o Hospital do Barlavento Algarvio, tendo depois sido transferido para Faro.



No sábado, dia 21, já outra criança de dois anos se tinha afogado numa piscina de familiares, perto de Silves, tendo morrido.

Outros dados são que 80% dos afogamentos ocorrem em piscinas privadas, e estão a aumentar porque os pais e adultos são negligentes (não colocam braçadeiras) e arrogantes (acham que é tudo uma invenção, esta coisa de se afogar numa piscina). Além de autosuficientes (porque crêem poder controlar os movimentos da criança).

As piscinas SÃO um perigo. Enquanto não metermos isto na cabeça, as coisas vão piorar. Esta semana morreram duas crianças de dois anos. Por estupidez e comportamento negligente dos adultos. Raios os partam!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

um exemplo para contar às crianças...


Bordéus. 1940. A Wehrmacht ocupa a França. Centenas de milhar de pessoas fogem do terror nazi. Pegam nas crianças e nos idosos, lançam mão de alguns dos seus haveres e metem-se à estrada. Os alemães perseguem-nos. O objectivo é exterminá-los - Hitler foi muito claro.

Os fugitivos procuram refúgio. A palavra passa: há um pequeno país de onde é possível partir para terras mais seguras, onde não se perseguem nem assassinam as pessoas só porque têm uma religião diferente, uma cor da pele diferente, opções politicas diferentes.

Para chegar a esse país, é necessário atravessar outro país, um pouco maior, dilacerado por uma Guerra Civil, e nas mãos de governantes que não escondem a sua simpatia pelo regime que vigora na Alemanha. E para atravessar a Espanha era necessário um visto português.

Em 1939, Salazar tinha dado ordens claras ao corpo consular: nada de vistos, eles que se amanhem. Houve contudo um Homem (entre outros, que felizmente a coragem e a rectidão não são tão raras como isso) que resolveu dizer "Não!". "Não!" às ordens injustas, "Não!" aos regulamentos iníquos, "Não!" às leis criminosas. "Recusar os vistos era superior às minhas forças!". Esse Homem foi Aristides de Sousa Mendes, consul de Portugal em Bordéus nos anos negros do nazismo.

A coragem deste Homem não se diz em 30.000 palavras nem se conta em 30.000 páginas. Trinta mil... foi o número de vistos que, em poucos dias, Aristides de Sousa Mendes passou, à revelia do ditador, mas em consonância com o que de mais nobre a condição humana tem. Aristides de Sousa Mendes salvou 30.000 pessoas da morte. E acabou despedido9 no dia 23 de Junho de 1940 - faz hoje 68 anos -, julgado, condenado, e reduzido à miséria, obrigado a pedir esmola para alimentar a família até morrer num hospital de Lisboa, em 1954.

"Quem salva um homem, salva a Humanidade inteira!" - pode ler-se na placa de homenagem, em Jerusalém.

É este o valor da solidariedade, da nobreza e da rectidão de carácter, face à iniquidade e ao desprezo pela condição humana. Neste dia, em que se celebraria o seu aniversário, lembremo-lo, para que a História, ou pelo menos a parte mais abjecta dela não se repita. Para que não esqueçamos o valor de um Homem e, em consequência, o valor da Humanidade inteira.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Edu, "the kid"


Para onde há-de ir billy the kid?
Billy não sabe para onde há-de ir
Persegue a morte na pessoa dos outros
Quando era nele que ele a devia afinal perseguir

Ruy Belo



Edu
Edu, (Billy) the kid, chegou assustado. Empurrado por um guarda que, gravemente, discursou, Sr. Dr., na minha opinião, só aqui ele se poderá recuperar. É a sua última oportunidade. Fingindo concordar, o psicólogo despachou o polícia. Assistiu impressionado à catadupa de questões, conselhos, ralhetes e relambórios com que os diferentes técnicos esgrimiram o miúdo – “meia-leca” de quinze anos, corpo de bebé com olhar de muitas vidas. Finalmente, a sós, disse-lhe que podia chorar. E aquela muralha desabou, aceitando ali ter a coragem de ter medo. Dizia que o que mais o chateava era terem-no ido buscar a casa, que a mãe, que brincava muito com ele, lhe dissera que estavam lá dois senhores, e que, como tantas vezes, fingindo não acreditar, acreditou. Que o ódio é dos GNRs, são nojentos....., os outros “chuis” até são porreiros, mas aqueles só batem! E sempre por coisas pequenas, por chocolates. Ah...., e as roupas de marca, sempre as quis ter. Que já fez muita porcaria, sim senhor, e que se calhar até precisa de estar ali. A mãe acha. Mas os “chuis” são nojentos e o pai,....esse que morreu quando ele tinha cinco anos, partia varas nas costas da mãe e espancava o irmão. Vomitou o fígado quando morreu, nunca mais vai esquecer esse dia, odeia bêbados...., e drogados. Ama a mãe. Mas não sabe se tem safa. Ama mais ainda a adrenalina....

terça-feira, 3 de junho de 2008

Poesia de Rita Santos - ESCOLA

A escola é para aprender
a escola é para saber
mas nunca ninguém sabe
o que lá anda a fazer!!!

Para quê estudar português ou inglês
se depois é para estar à mercê
dos patrões
que são uns grandes aldrabões
e só sabem falar chinês?!

Os professores ensinam
os alunos aprendem,
mas há sempre os que imaginam,
e os que não entendem...

Rita Santos, 14 anos

Convite a todas as Crianças e Adolescentes


O ESCA deixa o convite de que todas as crianças e adolescentes participem neste espaço escrevendo o que desejarem. O que vier a ser publicado neste mês de Junho, será inscrito numa Tela e colocado numa das salas do Espaço Clínico do ESCA.

Participem!

Poderão enviar os textos, por email para esca@esca.pt ou por fax para o nº21 8121745.
(www.esca.pt)

domingo, 1 de junho de 2008

Parabéns!

sábado, 31 de maio de 2008

Indispensável - Hóspedes indesejados - até 15 de Junho


A não perder - uma brilhante peça de teatro, feita de diversas cenas, com textos recolhidos e muito bem encenados por João Mota.

Indispensável para quem é pai ou mãe, filho ou filha, ou profissional que lida com crianças. Situações do dia-a-dia que revelam confrontos, ambiguidades, ambivalências e sentimentos, nomeadamente expectativas quanto ao que somos, fomos e esperamos ser... ou o que vemos e projectamos nos nossos filhos, com os conflitos internos inerentes.

Amor e ódio, ternura e amargura, nostalgia e envelhecimento, ingenuidade, pureza e malícia, sonho e fantasia. De tudo um pouco.

Pessoalmente, chorei a rir, mas também chorei sem riso. Pelo que vos recomendo - têm duas semanas para ir ver, e os preços são módicos (5€ dias de semana e 10€ nos fins de semana. Quarta a Sábado às 21h30 - Domingo às 16h. Não percam! No Teatro "A Comuna", na Praça de Espanha.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Poesia de Rita Santos

A Rita Santos, de 14 anos, teve a coragem de partilhar, no blogue do ESCA, poesia, que lhe vem do coração. A ela agradece-se esta iniciativa e espera-se que incentive outros adolescentes (e crianças e adultos) que comecem a fazer parte deste espaço de partilha(s).


A tristeza
é uma fraqueza
que deixa o coração
na mão
e a alma
no chão.
A paixão
mais parece um camião
que cai
estatelado no coração.
Para quê chorar?
Quando se pode amar!
talvez porque parece que a vida vai acabar!?
mas depois o caminho voltamos a encontrar!!
Tenho de me alegrar
para não chorar
Só de pensar
do quão longe tu vais estar...
Rita Santos, 14 anos



Enivrez-Vous

"Enivrez-Vous


Il faut être toujours ivre.

Tout est là:c'est l'unique question.

Pour ne pas sentir

l'horrible fardeau du Temps

qui brise vos épaules

et vous penche vers la terre,

il faut vous enivrer sans trêve.

Mais de quoi?

De vin,

de poésie,

ou de vertu,

à votre guise.

Mais enivrez-vous.

Et si quelquefois,

sur les marches d'un palais,

sur l'herbe verte d'un fossé,

dans la solitude morne de votre chambre,

vous vous réveillez,

l'ivresse déjà diminuée ou disparue,

demandez au vent,

à la vague,

à l'étoile,

à l'oiseau,

à l'horloge,

à tout ce qui fuit,

à tout ce qui gémit,

à tout ce qui roule,

à tout ce qui chante,

à tout ce qui parle,

demandez quelle heure il est;

et le vent,

la vague,

l'étoile,

l'oiseau,

l'horloge,

vous répondront:

"Il est l'heure de s'enivrer!

Pour n'être pas les esclaves martyrisés du Temps,

enivrez-vous;enivrez-vous sans cesse!

De vin, de poésie ou de vertu,

à votre guise."
Baudelaire

quarta-feira, 28 de maio de 2008

"fim último da vida"


"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o "fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"

João Pereira Coutinho



segunda-feira, 19 de maio de 2008

C´Alma


Nota: inicío hoje, neste espaço do blogue do ESCA, crónicas da vida real onde a semelhança com a realidade será(?) pura coincidência.


Carlos

Carlos é contabilista. Das contas e da vida. Vive para evitar surpresas. Face a contas-correntes e a emoções esporádicas. Dia a dia, todos os dias. Dia a dia, confere as contas da vida.
Mulher e filho reconhecem-lhe ordem.
Mulher e filho vêem-no com ordem. Percebem-no na ordem.

gravata direita, barba bem feita
calças de vinco, vinco alinhado
palavras estudadas, emoções sanadas.

no deve e haver das contas não falha
não há crash de números que o surpreenda
para tudo foi avisado,

serás alguém na vida!
olha para o lado contrário das mágoas…

para sempre,
às profecias maternas agarrado.


Carlos o contabilista,
Das contas-correntes e da vida
Tudo previu, nada sentiu.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Oficina Alto&Falante no Museu da Música em Lisboa.

Dia dos Museus

MuSEU da MúsicA

.:: Alto & Falante // Domingo, 18 de Maio // 11:00 h e 14:30

Oficina de Simão Costa com Ágata Mandillo que proporciona um contacto directo das crianças com as novas tecnologias de informática musical, estimulando a sua curiosidade pelos fenómenos do som e da música e promovendo o desenvolvimento musical ao nível da percepção auditiva e da criatividade.

No contexto deste projecto, as crianças têm oportunidade de experimentar as potencialidades tecnológicas na área do processamento de sinal digital áudio. Essa experimentação acontece a par e passo com vários jogos de ouvir, produzir, guardar, tocar e organizar sons através de exercícios práticos…

Criar Música é aqui entendido como exercício lúdico de produção/fabricação de sons, audição, armazenamento, manipulação e processamento sem recorrer às tradicionais “notas musicais”, mas utilizando uma ferramenta potente e flexível: o computador.

Público-alvo: crianças do 1.º ciclo do ensino básico (5 aos 10 anos)
Duração da actividade: 50 minutos
Número máximo de participantes por sessão: Aproximadamente 20 (marcação prévia)

http://museu-musica.blogspot.com/

Informações e Marcações:
Museu da Música
Est. Metropolitano Alto dos Moinhos
Rua João de Freitas Branco
1500-359 LISBOA
PORTUGAL
Tel: (351) 21 771 09 90
Fax: (351) 21 771 09 99
email: mmusica@ipmuseus.pt

Oficina "Ar dos Artistas" na Culturgest

Ouvir Ou “Ouver”?

O Ar dos Artistas em Maio, com Simão Costa
17, 24, 31 de Maio de 2008, das 15h às 17h30.

Nome da actividade: Ar dos Artistas: Ouvir Ou “Ouver”?
Local de realização: sala do Serviço Educativo
Horário: 15h às 17h30
Concepção e orientação: Simão Costa e Ágata Mandillo
Público-alvo: dos 7 aos 12 anos

Breve descrição
Oficina interactiva que recorre às novas tecnologias da informática musical para proporcionar uma viagem inesquecível através do som . Vamos Ouvir ou Ver com os Ouvidos?

Inscrições e informaçõesCarmo RoloTel. 21 790 54 54 · Fax 21 848 39 03
culturgest.servicoeducativo@cgd.pt
Mais infos em:
http://www.culturgest.pt/actual/se_outras_actividades.html

segunda-feira, 12 de maio de 2008

MarionetAs e formas animadas!

FIMFA 8



FIMFA 8 - Festival Internacional de Marionetes e Formas Animadas

Mais informações em:

http://www.fimfalx.blogspot.com/

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Monstra- Festival de Animação de Lisboa




Festival de Animação de Lisboa 2008
8 a 18 de Maio


Não percam!

A Monstrinha, para os mais pequeninos!



Vejam o programa em:


http://www.monstrafestival.com/

quinta-feira, 8 de maio de 2008







Debate Pais&Filhos + ESCA

Dia 28 de Maio às 19h, no CCB

Entrada gratuita.

Apareçam. Só trocando ideias se melhora o mundo!

A não perder, próximo sábado!


SONS NO ESPAÇO - PARA VER COM OS OUVIDOS!


Fundação Calouste Gulbenkian
Centro de Arte Moderna
José de Azeredo Perdigão
Oficina Experimental - Laboratório de Artes
SONS NO ESPAÇO - PARA VER COM OS OUVIDOS!
Oficina criativa

11-05-2008
15.00 às 18.00

(*) É necessário efectuar reserva.

Será possível ver com os ouvidos? Quantas dimensões tem o som?A visita à exposição serve de fio condutor para descobrir que pontos, linhas, planos e espaços tem o som desta exposição. Com a ajuda de meios tecnológico torna-se possível ver o som e ouvir as artes plásticas. Uma viagem transdisciplinar e prática que ensina a “ouver” - ver com os ouvidos.

Idades 10 aos 15 anos
Realização11 Maio (Dom.) 15:00 às 18:00
Concepção e Orientação: Simão Costa e Patricia Craveiro Lopes
Nº de participantes 15
Preço 5€ / participante

MARCAÇÕES / INFORMAÇÕES a partir do mês anterior à realização da actividade 2ª a 6ª, 10h00 às 13h00tf. 21 782 3477 / fax 21 782 3061

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Um luto implica perder a esperança



Álvaro Ferreira, é psicólogo clínico e psicoterapeuta, trabalhando como assistente hospital de Psicologia Clìnica. Aceitou o desafio de nos ajudar a entender o sofrimento de ver um filho desaparecer.


ISABEL STILWELL
É possível fazer um luto, enquanto ainda se alimenta esperança de encontrar uma criança?

Não! Como todos dizemos, “a esperança é a última a morrer”. E para se fazer um luto – não patológico - é preciso perder a esperança do filho estar vivo.

Os pais ficam eternamente «presos» ao desaparecimento?

Há uma parte de si que irremediavelmente desapareceu. Todos os pais (não doentes) o sabem ou pressentem. E a clínica demonstra-o. Assim, continuarão “com a vida”, se forem suficientemente fortes para lidar e pedir ajuda face às suas fragilidades. Caso contrário “morrerão em vida”, ou por outras palavras, ficarão psicologicamente doentes.

Ambicionamos ser capazes de proteger os nossos filhos de uma forma omnipresente. Quando não o conseguimos, instala-se a culpa?

A criança é um ser vulnerável demorando muito o processo de autonomia. O primeiro dever dos pais é o de a proteger. Esse elo de responsabilidade perdura para sempre. Qualquer mal que lhe aconteça é sentido com enorme culpabilidade, que não poderá confundir-se com “culpa jurídica”.

Pai e a mãe fazem lutos de formas diferentes. Há casais que se separam na sequência da morte ou desaparecimento de uma criança?

É comum a separação do casal na sequência de problemas graves que ocorram com um filho. Ao contrário de unir, a dor da perda poderá reactivar as diferentes formas de defesas psicológicas que cada um possui. E independentemente da possibilidade de responsabilizações mútuas o desaparecimento do filho representa a falha individual, mas também a de casal. Sair da relação poderá ser a fantasia do “começar de novo”.

Os irmãos de crianças destas crianças, tendem a sentir-se ignorados?

Uma criança precisa de ser sentida como a mais importante do mundo aos seus olhos. Se assim acontecer os reequilíbrios emocionais vão dar-se. Porém, existe frequentemente uma grande “raiva” (muitas vezes contida e não percebida pelos outros) pelo irmão que o retirou do “centro do mundo”.

A necessidade que muitas pessoas parecem ter de, como no caso de Maddie, tornar os pais nos maus da fita, é uma forma de dizerem «os pais são maus, por isso têm o que merecem, nós somos bons, por isso os nossos filhos estão seguros?»

Muito antes de serem considerados por alguns como os possíveis “assassinos” – remetendo para provas judiciais - já seriam porventura os “assassinos do descuido”, por muitos mais. Os julgamentos em “praça pública”, curiosamente com flutuações bruscas e inesperadas (estes pais tiveram das maiores ondas de solidariedade que se conhece), representam muitas vezes a possibilidade e necessidade de colocarmos nos outros os nossos grandes medos. Desde logo o de sermos ou não bons pais. E de nos defendermos emocionalmente do inesperado e do estranho.

Somos capazes de perceber os sentimentos reais das pessoas pelas suas expressões faciais?

A ciência tem tido no seu percurso grandes mudanças, nomeadamente nos modelos teóricos. Ainda hoje há uma enorme influência do positivismo do séc. XIX, nomeadamente na crença que tudo é possível provar e descrever “objectivamente”. Conhecer o Outro é perceber a sua dimensão única e particular. Pretender reconhecer sentimentos pelas expressões faciais (entre outras metodologias que já foram igualmente utilizadas) é uma forma perigosa e cobarde de dizermos que não podemos ou não sabemos chegar à compreensão do ser humano. E a nossa história está repleta destes abusos da(s) pseudo-ciências(s).

Bilhete de Identidade

Nome: Álvaro Ferreira
Profissão: Psicólogo Clínico/Psicoterapeuta
Cargo: Assistente Hospitalar de Psicologia Clínica

quinta-feira, 1 de maio de 2008

hoje é o Dia da Espiga

A oliveira, símbolo do azeite; a espiga, que traduz o pão; o malmequer amarelo, que significa ouro, e a papoila encarnada, que nos traz a alegria.

Quinta-feira de Ascensão - Dia da Espiga. É fazer o raminho e conservá-lo até para o ano, atrás da porta da entrada, para dar sorte. Dará?

Segundo a tradição, no Dia da Espiga, considerado o "dia mais santo do ano", não se trabalhava - este ano calhou, precisamente, no dia dos Trabalhadores. Será muito difícil ocorrer novamente esta coincidência.

Era também chamado o "dia da hora", porque ao meio-dia tudo parava: "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". E ao meio-dia colher-se-iam as plantas com que se faria o ramo da Espiga.